Nesta Terra em que vivemos, há apenas dois caminhos pelos quais o ser humano pode trilhar. Um, é o “caminho reto e apertado que tem a porta estreita, e poucos são os que a encontram”. O outro, é o “caminho amplo com larga porta, e muitos são os que entram por ela” (Mateus 7:13-14).
O primeiro caminho é apertado, pois exige do caminhante o ajuste no modo de viver, de pensar, falar e agir. Exige o refinamento espiritual, o desenvolvimento das virtudes. Este caminho é o caminho de Deus, e para trilhá-lo é necessário endireitar os passos, lançar fora os galhos secos que não dão frutos e podar os galhos que dão frutos, para que os galhos deem ainda mais frutos. É deixar pelo caminho os vícios e todas atitudes e iniquidades que não são da ordem de Deus, e se concentrar no aperfeiçoamento das virtudes. É preciso conhecimento, paciência, obediência, determinação e boa vontade para trilhá-lo. É preciso reconhecer as imperfeições e aceitar as correções.
Já o caminho amplo é o caminho do mundo, cheio de seduções e de prazeres. Neste caminho não é necessário ajustes, toda forma de se viver e de se fazer as coisas está correta diante daquele que o pratica, “tudo é da lei”. É o caminho que contraria as ordens de Deus e seus princípios, é o caminho do engano, da falsa felicidade. Não exige muito esforço, muitas são as opções para trilhá-lo, muitas são as suas ofertas e facilidades, é o caminho da vaidade, do orgulho, da inveja e do ciúme.
Distinguir um caminho do outro nem sempre é fácil, e muitos não o sabem diferenciar mesmo em relação aos princípios mais básicos da criação de Deus e da espiritualidade. Por não conhecer o espírito nem as leis de Deus, muitos vivem no atrapalho. Buscam felicidade onde não há, confundem a ilusão com o amor, a libertinagem com a liberdade, o errado com o certo.
Assim, sendo uma ciência que estuda as coisas de Deus, a teologia e as religiões devem servir como um farol que aponta o caminho a ser seguido pela sociedade, direcionando o ser humano para o caminho reto, promovendo valores e princípios morais e espirituais com vistas ao desenvolvimento de uma sociedade alicerçada em valores éticos e morais, tendo como base os ensinos e a reta interpretação da palavra de Deus. Os pastores e servidores de Deus devem conduzir o homem na busca pela verdade, sendo porta vozes da verdade e da ordem divina, da paz e da fraternidade universal. Devem ser o sal da terra e a luz do mundo, preservando os ensinos de Jesus na teoria e na prática, clareando as pessoas com boas orientações e bons exemplos.
A sociedade evolui em suas obras, as modas e políticas mudam, as fantasias passam, mas os princípios divinos são definitivos e permanentes, independentemente de épocas e modernidades. No princípio Deus criou o homem e a mulher, criou um para o outro para constituírem a família e darem início à geração, oportunizando aos seus filhos nascerem no mundo, para vivenciarem e conhecerem a vida. A família é criação divina, e a procriação é uma dádiva dada aos homens e as mulheres, só sendo possível vir ao mundo através da união de um com o outro, uma engenharia perfeita e imutável que não pode ser modificada por homem algum. Deus assim o fez por amor, e por amor devemos zelar pela sua criação, zelar pela família como ela é desde o princípio. Assim, a defesa da família deve ser a base de qualquer teologia ou religião que se diga portadora da voz de Deus.
Na luz deste farol também deve conter os ensinos referentes às virtudes divinas, virtudes que uma vez conhecidas e praticadas, permitem ao ser humano caminhar e se manter em equilíbrio no caminho da retidão, caminho que conduz até o reino de Deus. São os princípios e valores sagrados, como a honestidade, a lealdade, a simplicidade, a temperança nas palavras e atitudes, o respeito, a fidelidade no casamento, o trabalho, o desejar e o praticar do bem. É o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, examinando bem direitinho o que é o amor, para não confundir com os prazeres da carne e outras sutis ciladas da força maligna.
A luz deste farol é a luz de Jesus, O caminho, a verdade e a vida, aquele a quem “ninguém vai ao pai a não ser por mim” (João 14:6). Jesus é o eterno modelo de vida, suas orientações precisam ser estudadas, conhecidas e praticadas sem desvios. Diz Jesus, “que o sim seja sim, e o não seja não, além disso, provêm do maligno” (Mateus 5:37). Existe o certo e existe o errado, existe o que é de Deus e o que é do maligno, e o que é de Deus não pode ser do maligno, e o que é do maligno não pode ser de Deus. Onde está um, não está o outro. Jesus ama os seus filhos pecadores, mas não ama nem nunca amará nem incentivará o pecado. Precisamos conhecer e discernir sobre o que é certo e o que é errado perante a Deus, verificar o que é positivo e o que é negativo para nossa vida, verificar sentimentos, pensamentos, palavras e atos. Estudar, examinar, orar e vigiar a si mesmo, se conhecer e se corrigir, de modo a ajustar os passos ao caminho reto e apertado que conduz à vida. Diz Jesus, “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo ramo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim” (João 15:1-4). Portanto, para permanecer no caminho é preciso o constante aperfeiçoamento, abandonando vícios e más atitudes e substituindo-as por virtudes.
Deste modo, a teologia e as religiões precisam ser zeladoras do caminho e dos ensinos de Deus, direcionando o ser humano a construir a sua casa (vida) sobre a rocha, estando os alicerces da casa fundamentados nas virtudes de Deus. E “virá a chuva, e a correnteza, e o vento baterá contra a casa, e a casa permanecerá em pé” (Mateus 7:25). Pelo contrário, aquele que desviar os ensinos de Deus de acordo com sua conveniência, fazendo uma teologia à imagem e semelhança do pecador, induzirá as pessoas a construírem suas casas sobre a areia, a alicerçarem suas vidas no engano do mundo. E caíra a chuva, e virá a correnteza, e as atribulações e dificuldades da vida baterão contra a vida do homem que se desviou, e ele cairá, e será grande a sua ruína. Lei universal do plantio e da colheita, plantio livre, colheita obrigatória.
Portanto, devemos vigiar e orar para não se desviar do caminho reto nem desviar nossos irmãos. É preciso buscar conhecer profundamente os princípios e as leis de Deus, e examinar bem direitinho, para não cair numa ilusão, nem induzir as pessoas a todo tipo de desvios morais. É preciso examinar bem para não ser nem bode, nem lobo em pele de cordeiro, nem falso pastor. É preciso querer ser uma boa ovelha do bom pastor, o que só é possível de se conquistar estando junto ao verdadeiro homem, o filho de Deus. “O caminho do SENHOR é fortaleza para os retos, e ruína para os ímpios” (Provérbios 10:29). “A tenda dos retos florescerá” (Provérbios 14:11).
AUTOR: Cleiton Adriano Signor
